A cachaça, antes considerada a prima pobre entre as grandes bebidas, hoje pede um paladar cada vez mais apurado para ser degustada e conta, inclusive, com dia de homenagem: em 21 de maio, comemora-se o Dia Nacional da Cachaça.
De acordo com o Decreto nº 4.851, de 2003, o artigo 92 diz o seguinte sobre a cachaça: Cachaça é a denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de trinta e oito a quarenta e oito por cento em volume, a vinte graus Celsius (°C), obtida pela destilação do mosto fermentado de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro, expressos em sacarose.
Seu nome pode ter sido originado da velha língua ibérica – cachaza – significando vinho de borra, um vinho inferior bebido em Portugal e Espanha, ou ainda, de “cachaço”, o porco, e seu feminino “cachaça”, a porca. Isso porque a carne dos porcos selvagens, encontrados nas matas do Nordeste – os chamados caititus – era muito dura e a cachaça era usada para amolecê-la.
Atualmente, a cachaça tem passado por uma verdadeira “revolução”. Com grandes investimentos em marketing e qualidade, o produto vem ganhando status e conquistando as prateleiras no exterior.

A única cachaça no mundo a fazer parte da categoria Superlative, com 96 pontos recebidos de um total de 100 na avaliação do mais importante institutode análise de bebidas alcoólicas no mundo, o Beverage Testing Institute (BTI), de Chicago, é a Sagatiba Preciosa, uma cachaça dourada superpremium de 42% vol. que durante 24 anos descansou em barris de carvalho trazidos da Europa há um século por Francisco Schmidt, fundador do Engenho Central, a mais antiga destilaria de São Paulo, criada em 1960 na cidade de Pontal, região de Ribeirão Preto.
A cachaça foi produzida em 1982, e os tonéis foram descobertos em 2004, quando o conteúdo foi filtrado e purificado para garantir as caracterísitcas originais, como o aroma e o sabor, fossem preservadas.
O lançamento oficial da Sagatiba Preciosa foi no primeiro leilão de Cachaça da história da Christie’s, renomada casa de leilões, em Londres, sendo vendida por 550 euros.
A Sagatiba Preciosa possui Edição Limitada, e apenas 3.000 unidades estão disponíveis para venda em locais especiais.
Como reconhecer uma boa cachaça
- Uma boa cachaça é límpida, transparente e sem resíduos;
- O aroma deve ser agradável e despertar a vontade de saborear;
- A boa cachaça deixa no copo uma oleosidade que escorre lentamente. É por isso que o cálice deve liso, transparente e de boca larga. A bebida queima agradavelmente na boca, descendo de modo suave pela garganta;
- No processo de degustação de várias cachaças diferentes é importante tomar água mineral gasosa e comer pedaços de pão puro;
- Para degustar uma dose, leva-se de 15 a 20 minutos. Um coquetel e uma batida, de 20 a 30 minutos;
- Alguns degustadores costumam agitar a garrafa para verificar a quantidade de bolhas que se formam. Quanto maior o número de bolhas, melhor a qualidade da bebida;
- A cachaça de qualidade precisa ficar armazenada por, no mínimo, dois anos numa boa madeira. Se ficar acima de oito anos, vira produto nobre e ganha status.

A cachaça é um ótimo digestivo, por isso o costume de degustá-la antes das refeições, como aperitivo, e depois delas, para colaborar na digestão.
Museu da cachaça – Toda a história da bebida pode ser conhecida no Museu da Cachaça, idealizado e mantido pela Água Doce Cachaçaria em Tupã, cidade do interior de São Paulo. O museu apresenta a história da cachaça, fotos, reportagens e mais de 2 mil garrafas, além de peças de engenho usadas antigamente na produção.
Museu da Cachaça
Rua Nhambiquaras, 385 – Vila Aviação – Tupã – SP
Telefones: (14) 3441-2321 / 3441-4337