Como diminuir resíduos de agrotóxicos em frutas e verduras?
Várias pesquisas já denunciaram o alto teor de agrotóxicos em frutas e legumes. O aditivo usado nas lavouras contamina os alimentos e pode ser o responsável pelo desenvolvimento de diversos tipos de doenças.
Mas, se parar de comer estes alimentos não é a solução, o jeito é tentar diminuir a ação destes resíduos. Prefira alimentos certificados como, por exemplo, os orgânicos, e por alimentos da época, que a princípio necessitam de uma carga menor de agrotóxicos para serem produzidos. Fora da estação adequada é quase certo que uma fruta, verdura ou legume tenha recebido cargas maiores de agrotóxicos. A orientação é procurar fornecimento de produtos com a origem identificada, pois isto aumenta o comprometimento dos produtores em relação à qualidade dos alimentos, com a adoção de boas práticas agrícolas. Além disso, você pode adotar algumas medidas:
- Lave bem as frutas e verduras em água corrente durante pelo menos 1 minuto ou coloque-as numa solução de água (1 litro) com um pouco de vinagre (4 colheres), durante 20 minutos;
- Evite comer a casca de alimentos que tenham uma camada de cera. Ela é usada para que eles não percam a umidade e pode estar contaminada de fungicidas e bactericidas;
- Escolha as frutas e verduras da época, pois elas contém menos defensivos e hormônios;
- Evite comprar legumes ou frutas muito grandes, pois eles podem ser resultado de estimulantes artificiais;
Prefira os produtos nacionais. Legumes e frutas que são trazidos de outros países ou estados podem estar sendo armazenados há muito tempo;- Retire folhas externas das verduras, que concentram mais agrotóxicos.
- Lembre-se: muitos agrotóxicos são “sistêmicos”, ou seja, quando aplicados nas plantas, circulam através da seiva por todos os tecidos. Descascar e lavar frutas não garante a eliminação total dos resíduos de agrotóxicos.
- Quando houver qualquer suspeita de intoxicação após a ingestão de hortifrutigranjeiros, como dores de cabeça, vômito ou diarréia, denunciar à Secretaria da Saúde/Vigilância Sanitária mais próxima. Se não forem tomadas medidas, procure o Ministério Público ou os órgãos de Defesa do Consumidor.